24.05.07
A política do oportunismo
Mais uma vez os vereadores de Passos estiveram reunidos para discutir a Lei Complementar que institui o Piso Salarial da categoria. Esperavam na reunião extraordinária de quarta-feira (23) aprova-la a tempo dos professores receberem ainda este mês. Não conseguiram.
A estratégia dos vereadores de oposição em não comparecer não permitiu quorum para a aprovação, já que neste caso seriam necessários 7 votos a favor e, embora houvesse quorum para a instalação da sessão não, a quantidade de vereadores presentes não permitia a votação.
A queixa do sindicato de que perde direitos se a lei complementar fere direitos não procede, porque há instâncias onde pode recorrer para reavê-los,caso se julgue prejudicado, mas o que não pode continuar incorrendo é que professores da rede municipal sejam tratados de forma desigual, já que são iguais.
A forma de agir do SEMPRE parece conduzir a esta divisão, já que coloca sua pretensão de fazer seu ponto de vista acima do direito das professores que passaram no concurso recentemente terem reajustados os seus salários para o piso proposto.
Para esta equivocada maneira de pensar, os dirigentes do Sindicato conseguiram a adesão dos vereadores de oposição, ávidos por desgastar o prefeito Ataíde Vilela, o que pode até ser um direito deles, mas não prejudicando cerca de 300 trabalhadores como estão fazendo com a estratégia que adotaram de apresentar emendas e fugir do plenário.
A ação foi tão deliberada que o vereador Alexandre Dentista, chamado por uma eleitora sua, que pediu para o seu nome ser mantido em sigilo, chegou a dizer que não havia sido chamado para a reunião.
Nem precisava ser desmentido pelo presidente Nivaldo Chaparral, como foi, já que a convocação escrita estava no local de costume, no quadro de aviso da Câmara. Mesmo que não tivesse sido convocado, ele teria tido tempo de chegar para a votar, atendendo o apelo de sua eleitora.
Não foi à toa que o vereador Waldemar Ribeiro foi aplaudido quando da tribuna lembrou que os vereadores de oposição não fugiram do plenário na hora de votar os próprios vencimentos.
Um erro imperdoável cometidos por Tuco, Alexandre Dentista, Renatinho Ourives, Renato Andrade e Marcos Salutti, por misturarem seus interesses partidários com o interesse de uma categoria que está tendo a oportunidade de melhorar seus ganhos.
Mas ainda é tempo dos vereadores de oposição mudarem suas atitudes e, no sábado, às 10:00h da manhã, mostrarem que enxergam outros interesses legítimos e mais importantes que sua miopia política.
Afinal não se pode confundir política de oportunidade de melhorar o salário dos profissionais do magistério com a mesquinha política de oportunismo de sempre se colocarem contra, mesmo que seja para fazer apenas e tão somente o exercício de ser contra.

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criado por carlosalbertoalves
04:07:43