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A reunião na Câmara Municipal de segunda-feira foi um exemplo de como há homens e homens. Denunciados publicamente por atos e palavras impróprias para um parlamentar Alexandre Dentista e Tuco escolheram o caminho da tergiversação no lugar de colocarem seus pontos de vistas sobre os assuntos, talvez na esperança que tudo acabe em pizza.
Os dois têm sido bastantes homens para denunciar mazelas na atual administração, mas não foram suficientemente para se defenderem do que lhes acusam.
Alexandre Almeida, pego no flagrante em documento suspeito de leva-lo à prática de improbidade administrativa, subiu à tribuna tentando desvirtuar o assunto e, bem ao seu estilo, passar de infrator à vítima. Difícil disso acontecer, já que o documento foi elaborado por sua assessoria, onde ele assume o papel de "Contratante" e dois assessores de "contratado". Até que poderia se compreender a intenção se o dinheiro usado para quitar as obrigações pecuniárias não fosse de um dos "contratados", sendo que, para agravar essa situação, os recursos são da Câmara de Vereadores. Ou seja Alexandre paga com dinheiro que não é dele, usurpado de funcionário que lhes presta serviço como vereador, portanto com dinheiro público e ainda assim quer posar de perseguido.
Não dá mais.
Desde o momento que foi procurado pelo CORREIO DOS LAGOS para dar a sua versão e não se importou em faze-lo, ele está devedor de uma explicação plausível para a sua atitude. Segunda (04/06), tinha nova chance, preferiu se calar.
Não foi diferente o que fez Tuco. Subiu à tribuna e não fez menção sobre o fato levantado por Waldemar Ribeiro. No lugar disso usou expressões: "o homem não deve elogiar a si próprio", todo comentário deve passar por três peneiras: verdade (avaliar se o fato é verdadeiro); bondade (ver se o fato divulgado não vai provocar injustiça); necessidade (ver se o fato é necessário que se divulgue).
Logo em seguida, fez um currículo de sua vida profissional repleto de elogios à sua condição profissional. Destacou as empresas que trabalhou e disse que de todas elas tem carta de recomendação. Vangloriou-se de, apenas com 31 anos, ter uma atuação profissional e política que considera importante. Nem esperou descer da tribuna. De lá mesmo demonstrou que o discurso na prática é outra coisa.
O vereador José Roberto Bernardes apenas completou o desmonte, quando disse que Tuco havia assinado diversas ações contra ele, todas até agora sendo derrotadas quando analisadas pelo judiciário. "É confortável saber que Tuco está amuderecendo e já pensa que para fazer uma denúncia ela tem que passar por peneiras", disse José Roberto.
Em seguida, de documento em punho, disse que, ao contrário de Tuco, fazia a denúncia baseado em dados concretos, mostrando a assinatura de Alexandre e assessores. Depois, encaminhou, por ofício, pedido para que o presidente da Casa encaminhe à Comissão de Ética o "Contrato" para avaliação.
Ademais Renatinho Ourives abordou a reportagem e disse que não se furtara dar parecer sobre matéria do executivo que trata de suplementação orçamentária para construção de salas de aula. Mostrou que tinha prazo até o dia 03 de julho, mas que o parecer já estava pronto desde o dia 31 de maio. Na segunda mesmo o projeto foi votado.
Ainda fizeram uso da palavra Marcos Salutti, que defendeu o projeto de sua autoria que propõe medidas de prevenção à gravidez na adolescência, também aprovado em primeira votação e Hilton Silva que disse da valorização de imóveis nos bairros Santa Luzia, Recanto da Harmonia e Bela Vista, em função da construção de obras públicas, como Pronto Socorro e escolas.
Mas o fato marcante foi o silencio de Tuco e Alexandre. De Tuco nem tanto, mas de Alexandre pior, o silêncio aí funciona como a atitude da avestruz diante do perigo: enfia a cabeça no buraco com a esperança de que o perigo se afaste. No caso de quem tem vida pública é um recurso inadequado.
criado por carlosalbertoalves
09:57:14