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A reunião da Câmara de Vereadores viveu momento de intenso debate. A pedido do SEMPRE, vereador Nivaldo Chaparral, presidente da Casa, reuniu-se com professores no plenarinho para, mais uma vez, debater os projetos de lei de interesse da categoria.
O SEMPRE, mete os pés pelas mãos em pelo dois momentos: 1) Faz ataques desnecessários ao vereador José Roberto e à Secretária de Educação Maria de Jesus (sua mulher) 2) quando diz que se os vereadores não atendessem os seus pleitos iriam entrar na justiça contra a Câmara. Ora, se o caso é de diálogo não se ameaça e se for para tecer críticas a quem quer que seja, é bom que isto ocorra separado do contexto geral e que pelo ofereça a oportunidade do contraditório.
Por outro lado, o sindicato radicalizou ao transformar a discussão de vantagens para professores em tema político. Foi o bastante para que a oposição (Tuco, Alexandre Dentista, Marcos Salutti, Renatinho Ourives e Renato Andrade) subisse no palanque e passasse a defender emendas, que sabe não ter amparo legal para propor.
Satisfeitos com nó que imaginavam estar dando na situação, sindicato e partidos de oposição viram a ficha cair, quando o vereador Waldemar Ribeiro foi a tribuna e esclareceu a situação: "Devia estar alegre. Hoje votamos o aumento dos funcionários da câmara, dos servidores municipais, dos vereadores, do prefeito e dos secretários. Mas não conseguimos votar o piso dos professores", disse. Em seguida destacou: "É a culpa é da oposição que, ao apresentar emendas que sabem incorretas, estão protelando a aprovação da lei que beneficiaria o magistério por pelo menos mais trinta dias", frisou.
Se o projeto fosse votado na segunda-feira (21/05), os professores que teriam sua situação acertada, passariam a receber 742 reais no lugar dos atuais 531. Agora, como as emendas têm que serem analisadas pelas comissões, no mês de maio fica difícil para os professores que seriam beneficiados, receberem. "Eu tinha prometido pedir ao prefeito para pagar os professores ainda este mês. Agora não tem mais jeito", lamentou Waldemar.
A estratégia da oposição foi temerária. Escolheram a forma e a hora errada de se posicionarem com o pedido de emenda. Agradaram ao SEMPRE e, principalmente, as veteranas, que temem perder direitos adquiridos e prejudicaram, com certeza, 300 professores que poderiam estar recebendo desde este mês o valor proposto pelo prefeito Ataíde Vilela.
Não souberam separar os momentos, como aliás fez Renatinho Ourives, quando se votoum também com urgência, a implantação do MinasFácil, órgão do governo do Estado que visa agilizar o processo de instalação de empresas, pela eliminação da burocracia
Aí para Renatinho, valeu o interesse da categoria que representa, os comerciantes, que serão os maiores beneficiados com a implantação do MinasFácil, por isso, sem pestanejar votou a favor do projeto.
No caso dos professores, esta não foi a visão dele e nem de seus pares. Pensaram primeiro na política partidária e, querendo impingir uma derrota aos vereadores de situação e ao prefeito, derrotaram os professores que esperavam o reajuste. É bom lembrar que contaram com grande força do Sindicato para isso.
Pura politicagem! Uma dececpção!