| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |
Há muito que não se via um primeiro de maio tão quieto, sem manifestação. No mundo e no Brasil, diga-se de passagem.É triste ver que não há mais utopias a serem pereguidas. Parece que o mundo perdeu referências de alegria e de busca da felecidade. Tudo está resumido na busca do bem material mais próximo.
Os seres humanos não se amam. Por isso não se unem mais por amor. As tribos têm outras razões para se aglomerarem. Agora os signos são outros.
Nos aproximamos uns dos outros porque somos "donos" de alguma coisa. Temos aquele aparelhinho charmoso, que fotografa, fala e ainda filma. Ou porque escutamos músicas (há quem as tenha armazenadas a centenas) num moderno mp4. Não discutimos mais a relação de amizade entre as pessoas, não temos mais valores.
O primeiro de maio é reflexo desta submissão ao canto da sereia capitalista. As manifestações das grandes centrais levam artistas e promovem sorteios de prêmios. Um grande programa de auditório.
Nada sobre as injustiças socias. Nem sobre a marginalização das pessoas.
É triste. Mas é real.
Porém não devemos esmorecer na busca da utopia, sem ela toda realidad será sempre perversa.