31.05.07
Um dilema para ser resolvido
O serviço de mototaxi é um dilema que precisa ser resolvido. Não pode ser tratado como bandeira política e nem muito menos servir de palanque para quem deveria estar contribuindo para a solução do mesmo, como ficou evidente na reunião do último dia 30, na Câmara, quando em audiência publica, a situação foi debatida.
A legalização do serviço não interessa apenas aos mototaxistas. Interessa sobremaneira a sociedade. Hoje, da forma como está, na clandestinidade, não é possível que se faça uma fiscalização adequada. São mais de 600 pessoas transitando de um lado para o outro, carregando seres humanos sob imenso risco, sem que haja qualquer controle sobre eles.
A única forma da fiscalização ser exercida hoje é proibindo que o serviço seja feito. Isto significa na prática que 600 pessoas perdem de imediato o emprego e condição de sobrevivência. Supondo que pelo menos metade seja arrimo de família, ter-se ia criado um grave problema social envolvendo pelo menos 2 mil pessoas.
Este, porém, é um lado do problema. Existem outros que foram criados em função do crescimento desordenado das "centrais" e, em razão disso, a conseqüência disso excessivo número de motoqueiros trabalhando na atividade. Séria também é a denúncia de que muitos motoqueiros, trabalhadores em mototaxistas, estariam envolvidos com o tráfico de drogas.
Conter a atividade não é uma tarefa fácil. O certo mesmo é legaliza-la, haja visto que as motos são vendidas legalmente, têm espaço para o carona e não é ilegal transportar ninguém neste espaço.
Se tudo isto pode, por que não pode ser feito o transporte de forma comercial?
Deve ser porque existem lobbistas exercendo influências sobre deputados que poderiam estar propondo a lei que legalizasse o serviço. E neste ponto é importante ressaltar que a solução para o problema esta na elaboração de uma lei federal, baseada na qual os municípios poderiam regulamentar o serviço.
Ao que parece, a prefeitura e mototaxistas estão dispostos a trilhar este caminho, tendo como resultado concreto da reunião, a formação de uma comissão conjunta para pleitear junto a deputados a elaboração e aprovação de leis nesse sentido.
Mas, aqui em Passos, tendo em vista que há assessor de deputado federal, ainda mais do PT, base do governo federal, o apoio pode ser mais facilmente conseguido. Já há algum tempo, o ex-vereador Auro Maia tem se apresentado como assessor de Odair Cunha. É um assessor atípico. Não precisa de escritório, não bate ponto e não cumpre horários e aparece em eventos onde sua figura aparece como salvadora da pátria. É o sabe tudo que não resolve nada.
Não se vê por parte dele, por exemplo, trabalho em prol da Universidade Pública, muito menos qualquer ação concreta que ajudasse conseguir recursos para pavimentação de ruas, nem tão pouco se percebe qualquer trabalho para reverter cortes fortes de recursos para a área de saúde e qualquer movimento de apoio ao hospital do câncer.
Agora, quem sabe, se os mototxistas conseguirem encontra-lo em algum ponto possam contar com seu apoio para fazer tramitar a lei e faze-la ser aprovada, tirando da clandestinidade centenas de trabalhadores, ansiosos para trabalhar em paz e com a segurança de que não estão cometendo crime algum, mas tão somente trabalhando para o bem estar de suas famílias,
O difícil talvez seja encontrar o Auro Maia, assessor de Odair Cunha (num banco da praça talvez? Em uma esquina empunhando alguma "reivindicação" contra a prefeitura?, ou seria na estratosfera ambiente mais apropriado aos fantasmas?), mas que está na hora dele mostrar serviço para a comunidade isto está.

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criado por carlosalbertoalves
10:22:38